17 abril 2014

Velhos


Pensando bem, não temos medo da morte, nem da vida, temos medo da velhice, daí a grande preocupação da humanidade em manter-se jovem.
Da minha experiência acadêmica em Gerontologia, em linguagem corrente a “problemática do envelhecimento”, cedo tomei consciência sobre esta fase da vida humana que todos tememos.   
Depois de anos de longas reflexões, de estudos e leituras sobre envelhecimento em diversas perspectivas, de partilhas com pessoas “velhas”, das quais as minhas quase centenárias avós e a minha entrada na dita meia-idade só tenho dois objetivos de vida:

Viver o melhor que souber e conseguir AGORA e morrer a dormir na minha almofada de penas depois de ter sentido a beleza de mais um dia neste corpo denso sujeito à lei da gravidade.  



10 abril 2014

Preguiça e Orgulho

"O homem tem preguiça, em geral, de pensar todo o pensável e
contenta-se com fragmentos de ideias, recusa-se a uma coerência absoluta.
Não leva até ao fim o esforço de entender.
E, exactamente porque não o faz, toma, em relação à sua capacidade de inteligência,
uma absurda posição de orgulho.
Compara o pouco que entendeu com o menos que outros entenderam,
jamais com o muito que os mais raros puderam perceber."



- Agostinho da Silva, As Aproximações

26 março 2014

O que se vai descobrindo ao longo da vida...

Susana, flor de lírio, mulher virtuosa;
Miguel, o arcanjo;
Swami, o mestre;
Cristiano, o cristão, o ungido;
Vera, a verdadeira;
Dhyan, meditação.

Será que os meus pais sabiam disto quando nos batizaram com estes nomes?

23 março 2014

Cornadas na pança II

Estáva eu em casa alheia, com um livro alheio, no meu ritual matinal de leitura numa poltrona com autoclismo, quando me deparo com um texto que traduz o que sentia neste post.
Do livro “Maktub”:
“- Quem é o melhor no uso da espada? Perguntou o guerreiro.
- Vá até ao campo ao pé do mosteiro – disse o Mestre. – Ali existe uma rocha. Insulte-a.
- Porque é que devo fazer isso? – Perguntou o discípulo. A rocha jamais me replicará.
- Então, ataca-a com a sua espada - disse o Mestre.
- Tampouco farei isso – respondeu o discípulo – A minha espada quebrará. E se a atacar com as minhas mãos ferirei os meus dedos sem nada conseguir. A minha pergunta era outra: quem é melhor no uso da espada?
- O melhor é o que se parece com a rocha – disse o Mestre – sem desambainhar a lâmina consegue mostrar que ninguém o poderá vencer.”

Que maravilhosa surpresa!

Adoro ser uma pedra!

19 março 2014

Ai pernas, para que te quero


Logo agora que tinha começado a usufruir da paz, apareces-me tu como um fantasma do passado a perturbar o meu espírito e coração.
A vida tem destas coisas inexplicáveis, dá cá cada volta... quem sou eu para saber porquê? E nem me vou dar ao trabalho de arrumar uma justificação ou conjeturar uma "teoria" explicativa, embora ande a matutar sobre as emoções que sinto depois deste reencontro transatlântico.
No geral, quero acreditar que é ilusão a passar-se no tempo e no espaço e a única coisa concreta  é a dor de um soco no estômago que deve ser o que sentem aqueles que tomam o "touro pelos cornos". Aqueles devem ter também medo e dor, mas têm coragem de pegar o touro. Noutros, o medo exerce tal sombra tenebrosa no coração que quando o touro vem, a vontade é fugir. Mesmo que seja o touro do amor...




08 março 2014

Isto deve ser melhor que ganhar na lotaria!


Dizem que viajar enriquece. Não poderia estar mais de acordo. Mudar o cenário e vislumbrar novos horizontes, sentir novos cheiros, provar outros gostos e apanhar uma intoxicação alimentar, sentir novas sensações, conhecer pessoas e costumes, ter novas experiências e aventuras.

Viajar a voltar aos lugares e pessoas do passado também deixa marca. Mesclas de memórias com a experiência do momento, o agora. Matar saudades, reviver o amor pela família e amigos que vivem longe num clima amistoso e de festa. Deveras enriquecedor.


Mas desta vez, uma viagem para experimentar um novo sentir, a volta ao lugar que escolhi para criar raízes. Nunca tal tinha sentido. Sentir que vivo num pequeno oásis e que o amo.

12 fevereiro 2014

Onde é que eles andam?


Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa "sem governantes",1 2 ou "sem poder"3 a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura"4 + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório e de Estado.5 De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita 6 e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias baseadas na livre associação.

Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem.7 A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. 

Nesse período, em razão do grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram inúmeras campanhas antianarquistas.8 Outro equívoco banal é se considerar anarquia como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens, quando, em realidade, um dos laços mais valorizados pelos anarquistas é o auxílio mútuo. À ausência de ordem - ideia externa aos princípios anarquistas -, dá-se o nome de "anomia".9

A maioria dos anarquistas se opõe a todas as formas de agressão, apoiando a autodefesa ou a não violência (anarcopacifismo)13 14 ; outros, contudo, apoiam o uso de outros meios, como a revolução violenta. Outro conceito, a propaganda pelo ato, apesar de ter tido um início violento, hoje em dia incorporou diversos tipos de ações não violentas.15”

Conheço comunistas, socialistas, sociais-democratas, da direita popular, outros neutros, talvez... Mas não conheço nenhum anarquista como eu.


23 janeiro 2014

Não há regra sem exceção

Acabaram todos por voltar.

Desde há uns anos para cá todos os meus amores do passado voltam para me assombrar. Agora, depois de mais de 20 anos, aparece o meu primeiro a dizer que me ama. 

Porque será que isto acontece? 

Será que vai haver uma exceção?