12 março 2012

Os enamorados

- Porque me amas?

- Sei lá!

- Não sabes porque me amas?

- Eu não. Amo-te porque te amo.

- Mas isso não é uma razão?

- Então é o quê?

- Tem que haver uma razão qualquer.

- Queres que te diga o que aprecio em ti?

- Por exemplo.

- Mas isso de pouco te vale, porque eu não amo somente aquilo que me agrada, amo-te todo. Se amasse somente o que me agrada, como conviveria com o teu lado que menos me agrada?

- O que não te agrada em mim?

- Não é esse o ponto da conversa.

- Não queres dizer?

- Estás a ser parvo.

- Não vais dizer?

- Já disse, não me agrada quando te armas em parvo.

- Ah! Assim está melhor, afinal já dizes o que não te agrada.

- Estás a desviar a conversa. Onde queres chegar?

- Adoro ver-te com esse ar sério. Ficas tão engraçada!

- Ai é? Já para a cama! Vais levar uma ensaboadela por esta estúpida conversa!!!

- Na cama? Não é melhor na banheira?

- Parvo.

- Amo-te.

11 março 2012

A vingança dos povos colonizados

Café, tabaco, chocolate, açúcar, batata e cocaína…

10 março 2012

Teoria da conspiração

Não serão as deliberações das entidades de rating e Cia (de origem americana), uma estratégia oportuna - altura de governos europeus endividados, logo fragilizados - para destruir o Euro?

Ideia absurda?

09 março 2012

História negra de Portugal

Portugal foi-se construindo em campos de batalha a matar e a expulsar Mouros. Depois umas guerrazitas para defesa de fronteiras, como era costume da época, um príncipe que se voltou contra o pai, um rei imaturo que quase pôs em causa o futuro do país, e começam as descobertas (impulsionadas pela geração educada por uma rainha Inglesa). Sim, de louvar a coragem dos navegadores por mares e terras desconhecidas, homens temerários em cascas de nozes pela imensidão dum mundo novo. Mas essa coragem deu-lhes força para pilhar continentes, escravizar e destruir povos e culturas. Anos e anos a explorar as ricas colónias. Oh época gloriosa, de fartura, os donos do mundo da altura. Os donos merceeiros ou mercenários, mas não autores das grandes Revoluções, Industrial e Iluminista. Como se pode considerar um povo que teve tudo e não construiu quase nada? Ou o suficiente para ser actualmente um país rico, como a Inglaterra, os seus grandes compinchas que bem souberam aproveitar-se da aliança mais antiga da história. Mas a verdadeira degradação começa quando assassinam o rei, acto vil inspirado nos franceses que fizeram o mesmo 300 anos antes. E o sangue e intrigas que construíram a República, uma República trôpega, frágil que acabou nas mãos da ditadura. Época dos ditadores, estavam na moda, mas o português foi aquele que mais tempo se manteve a governar um povo na miséria, isolado da época mais gloriosa do mundo moderno, um povo poupado de uma guerra para ser atirado para outras mais longas, as inúteis guerras coloniais. Perderam o império da pior forma possível. Depois veio a Revolução dos Cravos, que de revolução nada tem, foi simplesmente a classe militar, farta de guerras que deu a oportunidade ao povo ignorante, sem preparação para liderar um país e com ideais comunistas, movimento esse, já em decadência noutros cantos do mundo.

Acho bem que haja gente que ame o seu país e se orgulhe da sua história, mas as condições em que nos encontramos hoje só prova que a nossa história não é tão gloriosa quanto parece, ou o ouro das colónias não estaria em Inglaterra, só para dar um simples exemplo.

Somos uns líricos, isso é que somos, a prova disso são os nossos extraordinários poetas. E para um lírico ser feliz, basta o sonho e uns copitos de vinho.

Veredas

"Poor people have big televisions, rich people have large libraries"

Dan Kennedy

05 março 2012

Ópio do povo

O futebol está para os homens, assim como a moda para as mulheres.

01 março 2012

Aprender a dizer NÃO

Admiro as pessoas que têm a capacidade de dizer NÃO, são raras e muitas vezes mal vistas pelo excesso de franqueza. É perigoso ser-se franco porque a afirmação pessoal passa pela aceitação do outro e as pessoas, como medo de não serem amadas, dizem sim, mesmo que desejem dizer não. Este mau hábito de dizer sim quando se quer dizer não dificulta as relações, corrói a confiança e traz desilusões.

Aprendai a dizer NÃO, porque um NÃO verdadeiro é bem melhor que um SIM falso.

Sobre os impunes

Se eu tivesse outro tipo de inteligência e o dom da retórica, teria tirado o curso de Direito e ganharia a vida a trabalhar por conta própria a defender casos que ninguém se lembra ou apercebe, levando a tribunal todos aqueles que estão fora da lei. E segundo as normas técnicas de acessibilidade encontradas no Decreto Lei nº 123/97 de Maio, o primeiro a processar seria o Metro de Lisboa.

Mas como não segui esse caminho e sou simplesmente um cidadão participativo e atento, tenho que me controlar para que a irritação não me expluda pela pele quando, depois de ter feito 2 reclamações justificadas (uma tive que ajudar a levar uma rapariga numa cadeira de rodas pelas escadas acima e outra a testemunhar uns turistas com dificuldade em carregar as suas malas) e de me terem enviado respostas para inglês ver, pois o problema das acessibilidades mantinha-se, tiveram o desplante de me telefonar a perguntar se a resposta do Metro me satisfazia?

Francamente!!!