"Olá! Sempre apanhaste o tal comboio?
Eu já perdi dois ou três
Entre o ócio e as esquinas
Ganhei o vício da estrada
Nesta outra encruzilhada
Talvez agora a coisa dê
O passado foi à história
Cá estamos nós outra vez"
Jorge Palma
16 fevereiro 2009
Marx Profeta?!?
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
30 janeiro 2009
A musa
Impressionante como determinada música pode traduzir os nossos sentimentos. Tocante quando chega no exacto momento, o momento em que a "essência" dessa música coincide com o nosso estado de espírito. Intensa a ligação que se estabelece entre o sentir e as notas no ar, provocando torrentes de emoções que parecem imortalizar a nossa efémera existência.
Música, minha doce e cruel companheira nesta romaria, minha fiel confidente, quero arder de dor na tua companhia!
22 janeiro 2009
Medo é o contrário de Amor
Pobres daqueles que têm medo de amar,
Prisioneiros na sua zona de conforto, a ansiar.
E mesmo se o amor por ali passar,
Fazem-se despercebidos pois
Tudo está controlado por artimanhas da consciência,
E vão deixando para depois.
Esperam equivocados por aquele sinal,
Que só vem, afinal
Sem medo do mergulho
Mergulho de cabeça no ímpeto primordial
Do amor universal.
Prisioneiros na sua zona de conforto, a ansiar.
E mesmo se o amor por ali passar,
Fazem-se despercebidos pois
Tudo está controlado por artimanhas da consciência,
E vão deixando para depois.
Esperam equivocados por aquele sinal,
Que só vem, afinal
Sem medo do mergulho
Mergulho de cabeça no ímpeto primordial
Do amor universal.
13 janeiro 2009
Citação
"To succeed, it is necessary to accept the world as it is -- and rise above it." --
Michael Korda, Publisher
31 dezembro 2008
Aquele abraço bom
"Nos teus braços, abraços, já descansei cansaços, já fiz florir sementes de sentimentos, já vi desconstruir muralhas e conquistar alegrias, já pude chorar oceanos de passados e sorrir futuros mais confiantes, e sentir tão simplesmente calor, na dança fundida dos nossos corações.
Estás presente, agora, em mim, pedaços de vida partilhada que se alojaram, que são corpo, lembranças quentes desses instantes eternos, nativos de um outro lugar sem tempo e sem palavras nos dicionários terrenos, fotografias humanas de momentos cheios daquela esperança pura que não espera nada, para além de ser, de viver plenamente, de encontrar no seu rumo a confiança dos passos, dos abraços e do amor."
Ana Teresa Silva
22 novembro 2008
Liberdade, que já cá cantas!
Ter liberdade é viver sem medo
É viver livre do medo
Sem medo de decidir
Sem medo de errar
Sem medo de sofrer
Ser-se livre é acreditar que vale a pena
A liberdade é a possibilidade de escolher
Escolher sem pressões, sem a aprovação condicional dos outros
É assumir a responsabilidade
Todas as consequências
E se “escolhermos mal”, algo que nos faça sofrer,
Não será mal escolhido, porque também no sofrimento
Há uma vaga libertadora
A chama da aprendizagem!
Ser livre é aceitar o devir
É gerir pacificamente as relações humanas
É usufruir das oportunidades da mudança
E viver na esperança
Estou eu aqui a dizer alguma novidade?
É viver livre do medo
Sem medo de decidir
Sem medo de errar
Sem medo de sofrer
Ser-se livre é acreditar que vale a pena
A liberdade é a possibilidade de escolher
Escolher sem pressões, sem a aprovação condicional dos outros
É assumir a responsabilidade
Todas as consequências
E se “escolhermos mal”, algo que nos faça sofrer,
Não será mal escolhido, porque também no sofrimento
Há uma vaga libertadora
A chama da aprendizagem!
Ser livre é aceitar o devir
É gerir pacificamente as relações humanas
É usufruir das oportunidades da mudança
E viver na esperança
Estou eu aqui a dizer alguma novidade?
11 novembro 2008
Súplica
“Não adiem a nova primavera
Olhem que ramos tristes, os meus braços!
Trinta invernos a fio, e só dez anos
De rosas de inocência e de perfume!
Lume! Lume é que a vida quer nos ímpetos gelados!
Homens a arder de sonho e de alegria,
Em vez de candelabros de agonia,
Apagados.”
Miguel Torga 1950
Olhem que ramos tristes, os meus braços!
Trinta invernos a fio, e só dez anos
De rosas de inocência e de perfume!
Lume! Lume é que a vida quer nos ímpetos gelados!
Homens a arder de sonho e de alegria,
Em vez de candelabros de agonia,
Apagados.”
Miguel Torga 1950
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